A Hiperinflação Iminente
Afixado por Brad Spangler em 16 de julho de 2011 em Artigos em Destaque
Artigo do convidado Jim Davidson…
Há algum tempo as pessoas vêm prevendo. Agora dá para ver que está acontecendo. E parece que piorará.
Ver gráfico (Fonte: Banco da Reserva Federal de Saint Louis) em
Atuando na crise financeira de 2009, a Reserva Federal começou a criar dinheiro rapidamente. O gráfico acima ilustra três esforços distinto de política para aumentar drasticamente a “base monetária.” (O que não é mostrado é a medida L de liquidez que se tornou opaca no final do último milênio, nem a medida monetária mais ampla, suprimento de moeda M3, que foi tornada opaca em 2006 – porque a Fed apenas mente acerca de transparência.)
Vocês podem ver onde, no início de 2008, a quantidade de dinheiro considerada “base monetária” estava em torno de $800 biliões de dólares. Então ela anda na vertical por algum tempo, atingindo valores substancialmente acima de $1,6 trilião de dólares. Assim, pois, a Reserva Federal mais do que duplicou a base monetária. Creio que ela poderá até ter chamado isso de “flexibilização quantitativa.” Nós costumávamos chamar isso de “desvalorização da moeda” ou “depreciação.”
A próxima fase de atividade foi uma reversão da política, com cortes para retorno a por volta de $1,6 trilião de dólares. Vocês podem ver que o gráfico sobe e desce rapidamente conforme o montante da base monetária é aumentado ou diminuído.
Em seguida o aumento começa de novo para valer. A base monetária é ampliada para bem mais de $2 triliões perto do início de 2010. A cifra dispara para $2,183 triliões, o que é revelado nos dados que ela mostra para o grafo em arquivo separado. Isso foi em 24 de fevereiro de 2010. E, de novo, a coisa pinoteia por algum tempo.
O terceiro aumento começou muito recentemente, com uma série de aumentos de janeiro a abril de 2011 que não deu nenhum sinal de o acelerador deixar de ser apertado até 4 de maio de 2011. Mas então o afogador foi premido de novo até 29 de junho de 2011, quando houve um pequenino retrocesso, totalmente revertido no próximo período relatado, 13 de julho de 2011, e continuou. Assim, estamos assistindo, em realidade, enquanto a conversa parece ser acerca de “se” está ocorrendo uma terceira fase de “flexibilização” ou QE3, pelo menos na mídia noticiosa majoritária distorcedora, há em realidade uma flagrante terceira fase de “flexibilização” ou “inflação” ou “impressão desbragada” em andamento, exatamente neste momento.
Por quê?
Ora bem, poderão vocês perguntar-se, por que a Reserva Federal estará fazendo isso? E a resposta é razoavelmente complicada, mas remonta, acredito, a algo que Andrew Dickson White escreveu a respeito da inflação de moeda fiduciária da França revolucionária. Vale dizer, há muito tempo.
“O primeiro resultado dessa emissão foi aparentemente tudo o que os mais otimistas poderiam desejar: o tesouro foi imediatamente grandemente aliviado; uma parcela da dívida pública foi paga; os credores ficaram estimulados; o crédito renasceu; despesas ordinárias foram pagas e considerável parte desse dinheiro de papel tendo assim sido passado do governo para as mãos das pessoas, o comércio aumentou e todas as dificuldades pareceram esvaecer-se. As ansiedades… as profecias… pareceram comprovar-se totalmente infundadas. E, na verdade, é perfeitamente possível que, se as autoridades nacionais tivessem parado nessa emissão, poucos dos males financeiros que surgiram depois tivessem sido severamente sentidos…. Mas logo veio outro resultado: os tempos ficaram menos fáceis; no final de setembro, cinco meses depois da emissão dos… assignats(*), o governo os havia gasto e estava de novo em apuros. O velho remédio imediata e naturalmente voltou às mentes dos homens… Por todo o país começou clamor por outra emissão de papel; então homens sensatos começaram a lembrar o que seus pais lhes haviam dito acerca da sedutora vereda das emissões de papel-moeda no tempo de John Law, e a lembrar as profecias que eles próprios haviam ouvido no debate acerca da primeira emissão de assignats menos de seis meses antes.” (White, Andrew Dickson, Inflação de Dinheiro Fiduciário na França, Abril de 1876)
(*) O assignat foi moeda da Revolução Francesa, originalmente um título de empréstimo emitido pelo Tesouro em 1789. Ver Wikipedia, ‘Assignat’.
Não havia voltar atrás para a assembleia nacional de França. Ela emitiu assignats até eles ficarem sem valor. A assembleia foi substituída pelo diretório, que começou a chacina para valer, na maior parte de comerciantes que vendiam pão por mais do que decretado na “lei do máximo”. O diretório revogou o assignat e o substituiu pelo mandat, e inflacionou ainda mais. As ruas ficaram rubras de sangue. O povo empobreceu. E Napoleão cavalgou um cavalo branco para chacinar ainda mais pessoas na Europa inteira com sua ânsia de poder.
Suponho haver certa ironia histórica no fato de eu estar escrevendo este ensaio dois dias depois da comemoração nacional da Revolução Francesa, 14 de julho, ou “Dia da Bastilha” como conhecida pelos estadunidenses. Obviamente, não desejo denegrir a importância do levante do povo francês contra seus opressores, marchando contra a fortaleza-prisão da Bastilha, libertando os escravos e prisioneiros políticos mantidos cativos ali por ordem da monarquia e da nobreza (e do magistrado ocasional, de tempos em tempos) geralmente sem o processo devido.
Os estadunidenses poderiam fazer o mesmo. Milhões de estadunidenses são mantidos presos por crimes não violentos. Milhares de estadunidenses e estrangeiros são mantidos presos sem acusação, detidos infindavelmente pelo tirânico sistema político do ditador Obama. A imundície ditatorial do assassínio em massa, Obama, tem autorizado a execução de cidadãos estadunidenses sem julgamento. Ele governa por decreto e vive no luxo enquanto 44,5 milhões de estadunidenses vivem de vales-alimentação, e milhões mais que não têm como se qualificar para receber benefícios sofrem.
O Esmagamento Fracassa
Esforços no passado, porém, para esmagar o estado sempre fracassaram. Sempre foram substituídos por outro homem no cavalo branco, outro ditador. Por que, então, aborrecer-nos?
Algumas pessoas acham que desejam a ordem que o estado oferece. Quando veem ataques contra o estado, esforços para esmagá-lo, veem-nos como razões para fortalecer o estado. Assim, tentativas de esmagar o estado amiúde tornam as coisas piores.
Esforços para esmagar o estado geralmente fracassam — o número de rebeliões fracassadas na história supera em muito o número de revoluções bem-sucedidas. Suponham, entretanto, que vocês sejam bem-sucedidos. Eis aqui o novo chefe, igual ao antigo chefe.
O que quer que vocês criem que seja forte o bastante para destruir o estado que oprime vocês será mais forte do que tal estado. E portanto despertará o desejo daqueles que buscam oprimir o próximo, seja a turma antiga usando novas frases para esconder seus pontos de vista, seja uma turma nova. Outra e outra vez, ao longo da história, vemos pessoas construindo algo forte o bastante para resistir à tirania e verificando isso ter sido pervertido, mais cedo ou mais tarde, tornando-se algo ainda pior.
Os gregos formaram ligas para resistir a Xerxes e esfacelaram sua sociedade poucas décadas depois nas guerras do Peloponeso. As mesmas ligas que eles formaram transformaram-se em tirania sobre suas cidades-estados. Os estadunidenses formaram um governo continental para expelir a Grã-Bretanha. Ele se transformou na constituição que autorizou toda a tirania da qual hoje sofremos, ou foi impotente para impedir qualquer parte dela. (Creio que a primeira hipótese é a verdadeira, e de propósito.)
Se quisermos evitar os mesmos equívocos, outra e outra e outra e outra vez, é importante compreender o que aconteceu antes. Eis porque é tão importante ler obras de literatura, filosofia e política prática no original. Não há como compreender as coisas lendo a interpretação de ideias por outra pessoa — o que foi interpretado há dez minutos por outra pessoa não servirá para a sua situação neste momento.
Promovam os livres mercados. Promovam a ordem espontânea do mercado. Promovam o ágora. Não para esmagar o estado, mas para esvaziá-lo. Não para mostrá-lo como vítima, assim estimulando seus partidários a dar-lhe mais poder, e sim para revelá-lo como espezinhador dos mais fracos. Mostrem as providências excessivas(*) do estado como realmente são, de tal maneira que as pessoas optem por abandoná-las.
(*) A expressão ‘surplus order’ significa, literalmente, encomenda adicional ou encomenda excessiva. Denota, pois, uma das duas: ou algo que se encomenda em excesso ou, também, algo que se encomenda adicionalmente porque o estoque do que se encomendou originalmente já se acabou ou está-se acabando. A palavra ‘surplus’ significa, no caso, ‘a quantidade que resta quando o uso ou a necessidade são satisfeitos’, e a palavra ‘order’ significa ‘bens comprados ou vendidos’ – ver Merriam-Webster.
O que quero dizer com providências excessivas? Exatamente o que Alvin e Heidi Toffler quiseram dizer em Mudança de Poder: Riqueza, Conhecimento e Violência à beira do Século 21. Quiseram dizer distinguir entre as providências que as pessoas comuns querem — poderem andar pela rua sem ser atacadas pela polícia de choque, cruzar uma fronteira sem ser espancadas e presas, entrar numa loja sem ser estupradas, gerir uma loja sem ser vítimas de furtos de artigos. Essa espécie de providências básicas são as providências proporcionadas pelo livre mercado, e quedam amplamente disponíveis.
As providências excessivas impõem a polícia de choque sempre que houver manifestantes, polícia de fronteira em toda passagem de fronteira, uma câmera de segurança em todo banheiro, uma rede de vigilância em todo telefonema. As providências excessivas ocorrem quando o estado revoga passaportes, erige uma barricada em todo aeroporto e estação de trem, abre portas com pontapés às 3 da madrugada e arrasta pais para longe de crianças que choram aos berros. Tais providências em nada contribuem para o bem das pessoas que vivem em comunidades. Servem apenas àqueles que controlam o estado.
Retirada: Vitória Épica
Em 1999 o Serviço de Arrecadação Tributária – IRS foi chamado à ordem pelo Congresso. Durante as audiências no Congresso acerca de brutalidade e abuso do poder, o IRS foi chamado a justificar seus violentos ataques contra indivíduos e propriedades privadas.
Uma das respostas que deu foi que, de seu ponto de vista, cerca de sessenta milhões de estadunidenses que “deveriam” estar preenchendo documentos de tributação todo ano não estavam. À época, acredito que existiam 280 milhões de estadunidenses na opinião do governo, e talvez 220 milhões desses seriam adultos. Calculemos que 20 milhões não devessem apresentar declaração por diversos motivos, tais como serem idosos ou estarem em hospitais ou em prisões ou o que seja. Restariam assim 200 milhões que deveriam preencher declarações, dos quais 30% não as estavam apresentando.
As cifras hoje são, na verdade, maiores em termos de não preenchimento. O último número que vi acerca de preenchimento por adultos referia-se a abril de 2010, e era de 127 milhões de estadunidenses apresentando documentos de tributação, inclusive os em atraso. Com isso restam 182 milhões não preenchendo, inclusive menores de 18 anos, alguns dos quais não têm emprego.
Então chegamos à votação. Em novembro de 2010 apenas cerca de 86,8 milhões de estadunidenses votaram. Esses resultados são resumidos abaixo:
[Por favor veja o link no original, em http://c4ss.org/content/7771 porque se inserido aqui ele por algum motivo distorce a tabela, alargando-a.]
Notem que os votos contados podem não ser os votos realmente colocados nas urnas, devido à disseminada corrupção em praticamente todo condado dos Estados Unidos no tocante a contagem de votos. Entretanto, podemos assumir que o número de votos contados inclui vários votos inventados pelas acima mencionadas asquerosas corruptas venais violentas detestáveis brutais parasitárias autoridades do governo do condado. Assim, se elas destruírem aproximadamente o mesmo número de votos que inventaram, o total líquido poderá ficar muito próximo.
Por favor observem diversas coisas a partir daquele gráfico. Primeiro, o Partido Libertário, mesmo com seu inepto capítulo da Flórida incapaz de inscrever um único candidato para a câmara dos deputados no Congresso em nome do Partido Libertário (eles de algum modo entraram na disputa para o senado dos Estados Unidos – os Whigs e o Tea Party inscreveram candidatos na Flórida, mas não o Partido Libertário), é o partido isoladamente considerado com maior votação fora as duas partes do “partido da bota em seu pescoço”(*) como meu velho amigo Kerry Pearson (Lex Lucre) que descanse em paz costumava chamá-lo. Notem que conseguiu mais de um milhão de votos, e mais de duas vezes o conseguido pelo partido identificável seguinte. Os candidatos chamados “independentes” não representam um só partido, e sim muitos pontos de vista.
(*) Os Partidos Republicano e Democrático são chamados de as duas partes do Partido da Bota em seu Pescoço. Ver por exemplo http://www.scottbieser.com/BOYN.html
Segundo, notem por favor que houve mais de 3,3 milhões de votos dados a candidatos sem o nome impresso, candidados do Partido Libertário, e outros candidatos de terceiros partidos. Cerca de 4% daqueles que se importam com votar não acham que os dois maiores partidos representam seus interesses adequadamente.
Terceiro, ao se lembrarem de que todos os assentos da Câmara dos Deputados nacional estavam em disputa em novembro de 2010, por favor observem terem sido colocados nas urnas apenas 86,8 milhões de votos. O que significa que apenas cerca de 28% da população humana dos Estados Unidos votou em novembro de 2010. Ora bem, sem dúvida 75 milhões eram menores de 18 anos não qualificados por causa da idade, devido às viciosas políticas de discriminação de idade do governo. E outro milhão ou por aí é de atualmente encarcerados por condenação por crime grave. A maioria dos condenados no passado por crime grave em verdade pode votar, mas muitos desses não podem. Essa cifra pode ser tão alta quanto 30 milhões de adultos, a propósito – a subclasse criada pela guerra contra as drogas e a assim chamada guerra contra o “crime”.
Como quer que contados, 147 milhões de estadunidenses não votaram em novembro de 2010. O que significa que o sistema já inclui muitos que já desistiram, que não acham que o sistema os representa, que não acham que votar dará qualquer resultado.
Acredito que essa não participação e não obediência provavelmente aumentará no decorrer do tempo. As vantagens de obedecer parecem ser muito poucas, e a punição por cometer equívocos mesmo triviais em formulários de tributos é o próprio inferno. À medida que mais pessoas concluem preferir ser empreiteiros privados em vez de empregados, e à medida que mais empresas concordam em reduzir sua papelada mediante contratar em vez de empregar (e também reduzir suas obrigações tributárias de folha de pagamento e muitos outros custos) haverá uma minoria cada vez menor envolvida no “sistema” como indivíduos cumpridores de obrigações.
Verdade, a vasta maioria dessas pessoas realmente não se importa com o que Voltairine de Cleyre escreveu, nem leu jamais uma única palavra dela. Mas e daí?
Se você quer ter uma civilização, deve começar a erigir uma, agora. Ou, como disse Gandhi, quando lhe perguntaram o que ele achava da civilização ocidental: “Seria uma boa ideia.”
Tenho pensado acerca de algo que ouvi recentemente, atribuído a Benjamin Tucker, se me lembro. Diz que riqueza furtada da boca do trabalhador tem sido, em sua maioria, furtada por usurários. E tenho pensado em como isso é basicamente verdade, embora considerável riqueza tenha sido também furtada da boca do capital, dessa maneira, também. Trabalho e capital estão restritos a certos mercados, a certas fontes de financiamento.
Por que há uma Bolsa de Valores de Nova Iorque e não uma Bolsa de Valores de Atlanta? Por que não há uma bolsa de valores em toda cidadezinha e vila? Por que não há uma proliferação de sistemas monetários de livre mercado e serviços bancários de livre mercado?
A resposta é que os monopolistas usam o poder do estado para atacar e destruir qualquer pessoa como o Dr. Doug Jackson, MD, ou Bernard von NotHaus, ou muitos outros que eu poderia mencionar pelo nome, por ousarem desafiar o monopólio do estado de poder de emitir moeda, ou ousar desafiar o licenciamento, pelo estado, de certas empresas bancárias corruptas.
A maneira de reduzir o pedágio da usura não é atacá-la e proibi-la — isso nunca funciona. A resposta é eliminar os privilégios que levam a ela, tornam-na prevalente, e permitir que a competição reduza o valor dos serviços financeiros a um preço de equilíbrio. Dado quantas pessoas conhecem aritmética, esse preço deveria ser muito baixo.
Há muitos meios de furtar apoio. Um é parar de apoiar as próprias empresas e áreas, como a bancária, como a de transportes aéreos, que têm corrompido o governo para monopolizar sua linha de trabalho. Tirem seu dinheiro dos bancos, comprem ouro e prata em vez disso. Parem de usar cartões de crédito e dinheiro sob forma de cheques, e usem dinheiro vivo, ou escambo de dinheiro em mercadorias sempre que possível. Parem de viajar usando companhias aéreas — se tiverem tempo para desperdiçar, viajem de avião(*). Vocês ainda poderão voar, mas usem avião privado, ou contratem um piloto privado, privadamente.
(*) Óbvia alusão a como os passageiros são tratados nos aeroportos, submetidos a toda sorte de controles e humilhações, com enorme desperdício de tempo. Ver por exemplo http://ourkidd.hubpages.com/hub/If-you-Have-Time-to-Spare-Go-By-Air
Os empresários, benditos sejam, continuam desenvolvendo novas alternativas ao poder de emissão de moeda do governo. Muitas delas estão disponíveis hoje. Algum trabalho com software de criptografia muito eficaz — e se vocês quiserem evitar responder a perguntas difíceis, realmente deveriam aprender a manter seus assuntos financeiros no âmbito privado.
Não gostam das opções oferecidas? Tragam a sua. Horas Ithaca, ações Berk e outras moedas locais já foram inventadas por diversas pessoas para atenderem a diferentes necessidades.
A última coisa que você deseja é encontrar uma resposta que sirva para todo mundo, porque isso criaria um problema de centralização. Se você não acha que centralizar seja má ideia, veja quanto ouro e prata foram furtados do e-gold e da Liberty Dollar em 2007 e voltem ao assunto comigo a respeito.
Do que mais vocês podem se retirar? Lâmpadas incandescentes vêm sendo feitas com muitos materiais diferentes desde 1804. As tecnologias envolvidas incluem insuflação de vidro e soldagem. Não exatamente coisas complicadas. Talvez alguém de sua vizinhança possa ajudar você com lâmpadas que não beneficiem a General Electric, uma da maiores e mais detestáveis empreiteiras de defesa (também conhecidas como mercadoras da morte).
A eletricidade pode ser feita de muitas maneiras. Por que você está na rede elétrica? Você está na rede elétrica porque é barato e fácil ficar nela, por enquanto. Considere, porém, suplementar-se com outras fontes — gerador diesel, células solares, moinho de vento, motor a vapor com combustão de madeira. Ser dependente de um monopólio concedido pelo governo com uma burocracia e algumas grandes usinas de energia poderá não ser a melhor maneira de sobreviver. Você provavelmente já tem suprimentos de emergência para luz e aquecimento se o sistema falhar durante uma tempestade de gelo ou algum outro desastre. Continue por esse caminho rumo a ganhar independência dos monopolistas.
Todo mundo tem escolhas a fazer. Você não tem de sair da rede elétrica, e poderá ter excelentes motivos para não fazê-lo. Você não tem de sair do sistema bancário, e poderá ter ótimas ideias acerca do que fazer utilizando-o. Quanto mais porém você trabalhar para retirar seu apoio aos licenciados e às pessoas que obtêm o benefício de contratos do governo corruptamente alocados e de leis especiais para levantar barreiras à entrada em determinados mercados, melhor.
O agorismo é uma filosofia baseada no mercado — da palavra grega “ágora” significando mercado. Há alguma semanas, inventei um retroacrônimo para enfatizar certas partes dessa filosofia: Arredado do Governo e Operando em Realista, Individualista e Sensato MercadO. AGORISMO.
Cogite de um laptop de raiz criptografada para seus registros de negócios. Cogite de uma rede de privacidade virtual para surfar pela web. Cogite de criptografar emails, especialmente acerca de decisões de negócios. Cogite de ser seu próprio patrão. Pense em maneiras de sair da rede elétrica, de evitar usar seus documentos de identidade, de trabalhar com pessoas que conhecem você e confiam em você e não precisam que você preencha um documento W4 ou faça cópia de seus documentos de identidade.
A vida que você salvar poderá ser a sua própria. Poderá valer a pena viver na civilização que você ajudar a erigir.
Brad Spangler é o Diretor do Centro por uma Sociedade sem Estado.