Postado por Thomas L. Knapp em 19 de fevereiro de 2010 em Commentary
Anteriormente nesta semana o Senador dos Estados Unidos Evan Bayh (Democrata de Indiana) tornou-se o mais recente de um bando de ocupantes de cargos no Congresso anunciando aposentadoria. Verifica-se, este ano, tendência claramente crescente, tanto de Republicanos quanto de Democratas, de subitamente comunicar que adorariam “passar mais tempo com suas famílias” e “buscar outras oportunidades” em vez de ficar em Washington por mais dois ou seis anos.
São ratazanas, nadando para distanciar-se de um navio que afunda. E quem poderia culpá-los?
O estado estadunidense está submergindo — seu convés inundado com $12 triliões de dólares em dívida vencida não paga, afundando sob as ondas de dezenas de triliões de pagamentos futuros prometidos mas sem fundos, cercado de outros navios similares contra os quais gastou décadas disparando aleatoriamente seus canhões (ou ameaçando fazê-lo).
A geração posterior à da explosão demográfica já entendeu, há décadas, que nunca verá seus prometidos benefícios da “Previdência Social.”
A ideia de que a “dívida nacional” um dia será paga tornou-se, no ano passado, objeto de zombaria pública descarada. O estado que é o maior credor do governo dos Estados Unidos, a China, está dando sinais de sua perda de interesse em continuar a agir como financiador dos políticos dos Estados Unidos.
Finalmente, de ano para ano, os políticos se vêem apanhados entre a Cila de sua própria relutância em viver dentro dos meios extremamente amplos à sua disposição e a Caríbdis de seu terror das consequências de anunciar que pretendem extrair pela força meios ainda maiores de um público irritado (e falido).
Senhoras e senhores, os Estados Unidos estão em estado de revolução incipiente.
Não fiquem, entretanto, entusiasmados em demasia. Como muitas gravidezes, muitas revoluções abortam antes de ser sequer notadas, quanto mais levadas até o fim e dadas à luz. A impendente implosão do governo dos Estados Unidos — que, permitam-me qualificar aqui, poderá estar ainda a alguns anos à frente, não depois de amanhã — é uma oportunidade de obtenção de liberdade, não garantia de que esta cairá em nosso colo.
Estados afundados são, quase sempre, rapidamente içados, bombeados, feitos reflutuar e aquinhoados com novas bandeiras. E em muitos, talvez na maioria dos casos, são até as mesmas ratazanas as que nadam de volta para retripulá-los. Amiúde estas conseguem que alguma porção da “água de dívida” dos antigos administradores seja de novo bombeada para sua custódia antes da zarpagem, visto que os credores da nova tripulação são, de modo geral, as mesmas pessoas junto às quais a tripulação anterior contraiu a dívida que afundou o navio da última vez.
E, em todos os casos, a tripulação do navio finge simultaneamente estar agindo em nome de, e ter direito divino de comando sobre …. você!
Ela operará o navio, mas você financiará a viagem, querendo ou não.
Ela administrará a dívida, mas você pagará tal dívida, se não quiser ser lançado no calabouço.
Se você a deixar em paz, o ciclo apenas continuará a repetir-se e você e seus filhos ou seus netos ainda continuarão escravizados nas galés da próxima vez em que esse Navio dos Amaldiçoados escorregar para debaixo das ondas.
Não podemos fazer uma revolução num navio sem condições de navegar. Não importa quantas vezes permitamo-nos ser ludibriados para flutuar nesse tipo de navio, um navio de escravos, o final continuará sendo o mesmo, e o próximo capítulo terá exatamente o mesmo texto do capítulo anterior.
Nenhuma nova bandeira transformará um Navio do Estado num Navio da Liberdade. É hora de seguir o exemplo das ratazanas só até certo ponto — pular do navio! — e não além. Uma vez na praia, em vez de juntarmo-nos às ratazanas no projeto de içamento/reflutuação/nova bandeira, precisamos começar a construir nossos próprios navios menores, mais ágeis, com melhores condições de navegação: Barcos nossos, sem capitães e sem ratazanas.
O Analista de Notícias do C4SS Thomas L. Knapp é ativista libertário de longa data e autor da Escrita do Artigo Opinativo Libertário Writing the Libertarian Op-Ed, livrinho eletrônico o qual partilha os métodos subjacentes a seus mais de 100 artigos publicados na mídia majoritária impressa. Knapp publica o Sumário de Notícias da Revista Racional Rational Review News Digest, um apanhado diário de notícias e comentários para o movimento da liberdade.